Zé Roberto foi lateral, mas decidiu como meia (FOTO: Reginaldo Castro/LANCE!Press)
Contra o São Bento, neste sábado, o técnico Oswaldo de Oliveira optou mais uma vez por uma linha de armadores para furar a retranca adversária: Allione e Dudu mais abertos, Robinho e Alan Patrick centralizados. Nenhum deles conseguiu desfazer o “esquema handball”.
Como no futebol, o objetivo do handball é marcar gols. Mas os atacantes precisam furar uma barreira de defensores sem entrar na área. Foi o que o Palmeiras tentou fazer na maior parte do jogo em Sorocaba.
É uma característica da qual este novo Verdão ainda precisa se desfazer. Foi assim nas derrotas para Ponte Preta e Corinthians, e vinha sendo assim contra o São Bento, até Zé Roberto largar a lateral esquerda uma única vez e fazer um “bico” como armador.
No lance do gol de Dudu, ele fez o que os armadores escolhidos por Oswaldo não estavam conseguindo: encontrar Cristaldo na área com um passe rápido e inteligente. O argentino, até então isolado, deu bom cruzamento para o camisa 7 cabecear.
Como Oswaldo não pretende abrir mão do veterano pelo lado do campo, a solução deste problema pode ser adiada para o dia 28, contra o Capivariano, quando Valdivia enfim voltará a jogar. Cleiton Xavier, que não foi inscrito no Paulistão, também tem a capacidade de furar defesas como característica. Alan Patrick, por vezes, tem mostrado tal qualidade, mas o preciosismo tem jogado contra. Neste sábado foi assim…
O entrosamento também vai ajudar, e o futebol de Dudu será beneficiado. Ele tem facilidade para driblar, sabe jogar pelos dois lados e não se esconde. Ele participou de todas as jogadas de ataque e, antes de ser premiado com o gol, parou na movimentação falha dos colegas.
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