O expediente na sede da Conmebol entregou o roteiro definitivo para a principal obsessão alviverde em 2026. O Palmeiras vai encarar o Cerro Porteño, do Paraguai, nas oitavas de final da Copa Libertadores. A definição do ríspido confronto aconteceu em sorteio realizado em Luque, colocando a sustentabilidade do projeto internacional comandado por Abel Ferreira diretamente em jogo para o segundo semestre. As batalhas estão agendadas para acontecer após a poeira do Mundial baixar, entre os dias 11 e 20 de agosto.
Nos bastidores da Academia de Futebol, a definição do oponente carrega um sentimento latente de revanche. O Verdão reencontrará um carrasco recente da própria fase de grupos: na chave F, o time paulista amargou um empate por 1 a 1 em Assunção e acabou derrotado por 1 a 0 em pleno Allianz Parque, com gol de Vegetti. Como o Palmeiras carimbou a classificação na segunda colocação do grupo com 11 pontos — dois a menos que os paraguaios —, o clube admite a ralação extra de fazer o primeiro embate em casa e decidir a ríspida sobrevivência no Estádio General Pablo Rojas.
Abel Ferreira contesta qualquer rótulo de abatimento e cobra postura de protagonista do grupo de atletas. "Tenho certeza absoluta que vai ser tanta preocupação para nós quanto para as equipes que jogam contra o Palmeiras. O Palmeiras é fortíssimo jogando fora de casa", disparou o comandante, que confirma a manutenção do estilo agressivo independente do caldeirão. Caso o Alviverde desate esse imenso impasse e despache o Cerro, enfrentará nas quartas o sobrevivente do duelo entre Mirassol e LDU, evitando um racha doméstico precoce contra potências como Flamengo e Cruzeiro.
A diretoria agora corre para gerir o elenco antes do recesso forçado da Fifa. Após golear o Junior Barranquilla por 4 a 1, o Palmeiras foca as atenções no racha deste domingo contra a Chapecoense, pela 18ª rodada do Brasileirão. Abel desafia o calendário e se desdobra para montar a equipe sem os sete atletas convocados para a Copa do Mundo de 2026, ciente de que faturar três pontos dentro de casa é vital para garantir a liderança isolada e a calmaria política necessária durante o período de intertemporada.
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