A paralisação do futebol nacional para a Copa do Mundo de 2026 não vai significar marasmo financeiro para as principais potências do país. Muito pelo contrário. Em uma edição histórica e com participação recorde de atletas que atuam no futebol sul-americano, o torneio representará um ríspido reforço de caixa. Através do Programa de Benefícios aos Clubes, a entidade máxima do futebol colocará uma verdadeira fortuna em jogo: serão distribuídos 355 milhões de dólares (cerca de R$ 1,8 bilhão), garantindo um Pix diário valioso para quem cedeu seus astros.
Nos bastidores da Academia de Futebol, a contabilidade sorri com os números. O Palmeiras consolidou-se como a segunda equipe do Brasil com o maior retorno potencial no programa. A diretoria alviverde confirma a expectativa de embolsar cerca de R$ 175 mil por dia enquanto seus sete jogadores convocados seguirem defendendo suas pátrias na América do Norte. O Alviverde só fica atrás do Flamengo, que lidera o ranking nacional com nove chamados e receita estimada em R$ 225 mil diários. O Atlético-MG fecha o top 3 do país, garantindo R$ 100 mil a cada 24 horas.
A cúpula palmeirense admite que os valores individuais estabelecidos para 2026 sofreram uma ríspida redução em comparação ao Mundial do Catar, em 2022, quando a diária paga era de 10 mil dólares. Atualmente, o piso estipulado é de 5 mil dólares (R$ 25 mil) por atleta. Contudo, para acalmar os bastidores e dar um abafa nas reclamações dos clubes, a Fifa resolveu abrir os bolsos de outra forma: o órgão reage às pressões e incluiu um repasse retroativo de 2.360 dólares (R$ 12 mil) por dia para cada jogador cedido durante as Eliminatórias, resolvendo um antigo impasse logístico.
O Palmeiras cobra agilidade nos trâmites, ciente de que o montante gerado independe da minutagem que nomes como Jhon Arias, Flaco López ou Gustavo Gómez recebam em campo — o taxímetro da Fifa roda igual para todos a partir do primeiro dia de apresentação. O Verdão contesta o rótulo de elenco puramente doméstico e desafia o mercado internacional com seus ativos blindados. Engordar o caixa e manter o faturamento aquecido em julho é a rota perfeita desenhada pela presidente Leila Pereira para buscar novos reforços de peso e manter a hegemonia do clube no segundo semestre de 2026.
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Para os custos de um time hoje em dia, isso é dinheiro de pinga