O torcedor que olhar para a escalação do Brasil na estreia da Copa do Mundo de 2026 contra o Marrocos pode até sentir falta de um rosto familiar do atual elenco do Verdão. Carlo Ancelotti fechou a lista sem atletas do clube paulista, mas o Palmeiras confirma sua tradição na Amarelinha por meio de uma figura lendária que atua longe dos holofotes: o massagista Sérgio Luís de Oliveira, o Serginho. Enquanto as joias estrangeiras do clube defendem seus países, o profissional de 21 anos de casa é quem segura o rojão brasileiro na comissão técnica.
Nos bastidores da Granja Comary e das delegações mundo afora, a presença de Serginho virou sinônimo de estabilidade. Ele integrou o grupo de Tite nos últimos dois Mundiais e, agora, a CBF admite que sua permanência com Ancelotti é um trunfo técnico e de ambiente. Cria do futebol de Cotia antes de chegar ao Palestra Itália em 1998, o profissional carrega na bagagem o respeito de craques internacionais, medalhas de ouro olímpicas e o status de "faz tudo" mais querido do elenco palmeirense, onde venceu três Libertadores.
O cenário atual do clube traz um curioso impasse geográfico. Se por um lado o Palmeiras celebra o recorde histórico de convocados para um Mundial, por outro, o patriotismo ficou dividido. A lista de cedidos para o rache nos Estados Unidos conta com três paraguaios (Gustavo Gómez, Mauricio e Sosa), dois uruguaios (Emiliano Martínez e Piquerez), um argentino (Flaco López) e um colombiano (Jhon Arias). Nenhum brasileiro de linha.
Com o prestígio da escola do futebol nacional em jogo, Serginho assume o papel de bandeira do clube na Seleção Principal. Ele, que em 2018 já havia sido o único elo entre o Palmeiras e a Rússia, entra em campo neste sábado blindado pelo carinho do grupo e pela experiência de quem sabe como funciona a ralação diária para se conquistar uma Copa do Mundo.
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