Chefe da arbitragem diz entender presidente do Flu e defende tecnologia no futebol

22/10/2015 12:07

Chefe da arbitragem diz entender presidente do Flu e defende tecnologia no futebol

Sérgio Corrêa afirma que árbitros não têm lidar sozinhos com os aspectos do jogo e reafirma desejo da utilização do vídeo nas partidas, e evitar polemizar com Peter Siemsen

Chefe da arbitragem diz entender presidente do Flu e defende tecnologia no futebol

Sérgio Corrêa evitou comentar críticas do presidente do Fluminense (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)



O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, evitou polemizar e não rebateu as críticas do presidente do Fluminense, Peter Siemsen, que pediu a demissão dele após a partida contra o Palmeiras, no Maracanã, na noite desta quarta-feira, irritado com um pênalti mal marcado pelo árbitro Leandro Vuaden.



Corrêa afirmou entender a indignação do dirigente. No entanto, afirmou que é preciso o uso da tecnologia no futebol para auxiliar os árbitros, que na opinião dele, não têm mais como conduzir as partidas sem estes recursos.




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- Nós respeitamos, o dirigente é o torcedor número um de sua equipe. Mas eu insisto: no momento atual, não existe mais nada a fazer em termos de treinamento em relação à arbitragem. Nós temos que trazer o vídeo, trazer a tecnologia para ajudar aquele ser humano que está sozinho e sendo atacado por todos os lados. Não existe nenhuma pessoa no mundo que possa trabalhar sob pressão e a gente querer tranquilidade. Isso é impossível - afirmou Sérgio, comentando sobre o lance do pênalti de Gum em Zé Roberto, que converteu a cobrança:



- Nós temos que falar pela TV ou pelo campo? No campo de jogo, no ângulo de visão que eu imagino que ele tenha visto, o jogador, zagueiro, tentou virar para disputar a bola e tocar nas costas do Zé Roberto. Essa é a visão dele. E quem estivesse atrás do gol teria essa mesma impressão. Só que eu não entro na questão da interpretação porque o árbitro está aí, e tem menos de um segundo para deliberar se é penal ou não penal.



Aí o Zé Roberto, que é um jogador que nós conhecemos, que não simula, um jogador que não reclama. Tem todas os indicadores positivos para o árbitro interpretar como toque. Tivemos nessa partida um gol milimetricamente anulado pelo assistente número 2, Javel, do Rio Grande do Sul, que foi muito bem anulado aos olhos da TV. Se ele tivesse deixado seguir e a equipe visitante tivesse feito o segundo gol, iriam discutir o milímetro.



Com a vitória, o Fluminense jogará pelo empate na partida de volta, marcada para a próxima quarta-feira, no Allianz Parque, em São Paulo, para chegar à final. Apesar do pênalti mal marcado e das reclamações do presidente e dos jogadores do Fluminense, Sérgio Corrêa afirmou não temer uma pressão acima do normal para o próximo confronto.

- Tudo é ingrediente. São situações que aumentam um pouquinho, mas os árbitros chegaram num nível de maturação que estão acostumados com esse tipo de declaração - disse.



Sobre o uso de tecnologia no futebol, Sérgio Corrêa se disse confiante na aprovação de um projeto neste sentido pela International Board (International Football Association Board), órgão que regulamenta as regras do futebol, em 2016.



- Projeto praticamente aceito. Mas temos que aguardar a reunião de março da International Board. Eles gostaram muito. E mostraram entender essa necessidade. Agora é aguardar. Sinalizaram que vão aprovar e que o Brasil será um dos países a testar isso. Restam detalhes técnicos. Estamos confiantes na para 2016 - disse Sérgio Corrêa.






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