Formação não dá certo, e Girotto é substituído seis vezes seguidas

23/10/2015 08:28

Formação não dá certo, e Girotto é substituído seis vezes seguidas

Marcelo Oliveira se incomoda com questionamento sobre o uso de dois volantes de marcação, mas time faz seus piores jogos com essa formação. Girotto não completa jogo há dois meses

Formação não dá certo, e Girotto é substituído seis vezes seguidas

Andrei Girotto tem apenas 18 jogos pelo Verdão e só dois completos (FOTO: Cesar Greco/Palmeiras)



Andrei Girotto começou como titular ao lado de outro volante de marcação e, diante da dificuldade do Palmeiras na saída de bola, acabou substituído.



Aconteceu na derrota por 2 a 1 para o Fluminense, na última quarta-feira, e nas cinco partidas anteriores em que o camisa 28 iniciou jogando. A última vez que ele completou os 90 minutos foi há mais de dois meses, em 19 de agosto, na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro. O jogador tem 18 partidas pelo clube, sendo nove como titular e só duas completas.



Sempre escolhido para sair, Girotto virou símbolo de uma formação tática que Marcelo Oliveira não consegue fazer dar certo. Com Gabriel e Arouca lesionados, o Verdão só consegue ser competitivo quando tem um volante mais fixo e dois meias que recuam para buscar jogo.



Nas três vezes que a equipe jogou assim (vitórias contra Cruzeiro, Joinville e Figueirense), esses meias foram Zé Roberto e Robinho. Mas este último, também machucado, ficou fora contra o Fluminense. E o técnico preferiu apostar uma vez mais em dois volantes marcadores: Amaral e Girotto, com Allione, Dudu e Gabriel Jesus formando uma linha de três articuladores logo atrás de Barrios.



Não deu certo. Perdendo por 2 a 0, Marcelo tirou Andrei Girotto no intervalo e colocou Egídio. Zé Roberto, que estava na lateral esquerda, transformou-se em meia, qualificou a saída de bola e marcou o gol que manteve o time vivo na semi da Copa do Brasil cobrando pênalti que ele mesmo sofreu. Na coletiva pós-jogo, o comandante não gostou de ouvir um repórter dizer que ele "insiste" na formação que não funciona.



- Apesar de você (repórter) ter dito o que disse, o Fluminense não chegou em nenhum momento na cara do Prass. Os gols saíram de bola parada, o que na minha opinião é desatenção. E antes do primeiro gol, não sei se você se lembra, a gente teve duas chances.



E também não sei se você se lembra, mas nós não temos Gabriel, Arouca, Robinho e Cleiton Xavier, quatro jogadores importantes. Outra questão que não se avalia é a estatura do time. Mesmo com jogadores altos, como Girotto e Amaral, tomamos um gol de bola parada - argumentou Marcelo.



O Verdão deve ter time misto neste sábado, contra o Sport, pelo Brasileirão. Para quarta, na decisão contra o Flu, a esperança é que Robinho esteja liberado pelos médicos. Caso contrário, Marcelo terá de optar novamente entre usar dois volantes ou uma formação mais parecida com a do segundo tempo. Quem também tem chance de voltar é Cleiton Xavier. Arouca deve ficar para uma eventual final.



AS TRÊS FACES DO PALMEIRAS DESDE QUE GABRIEL SE LESIONOU:



Dois marcadores

Se o Verdão sofre sem Gabriel, fica pior ainda sem Arouca. Depois que o parceiro operou, Arouca ficou fora dez vezes: cinco derrotas, quatro vitórias e um empate. Nas piores partidas, dois volantes marcadores foram escalados: derrotas para Flu (2 a 1 - Amaral e Andrei), Ponte (1 a 0 - Thiago Santos e Andrei), Inter (1 a 0 - Thiago e Andrei), Goiás (1 a 0 - Thiago e Amaral) e Galo (2 a 1 - Amaral e Andrei) e empate com o São Paulo (1 a 1 - Thiago e Andrei). A exceção é a vitória sobre o Avaí (3 a 1), sem Arouca, com time reserva e dois marcadores no meio (Thiago Santos e Andrei).



Um marcador

O Palmeiras consegue ser competitivo sem Gabriel e Arouca quando tem um volante de marcação e dois meias que voltam para auxiliar na saída de bola. Foi assim nas vitórias contra Cruzeiro (3 a 2 - Amaral, Robinho e Zé Roberto), Joinville (3 a 2, com o mesmo trio) e Figueirense (2 a 0 - Thiago Santos, Robinho e Zé Roberto). A equipe não fez apresentações primorosas nestas partidas, mas mostrou um repertório maior de jogadas ofensivas.



Com Arouca

Quase todas as boas vitórias do Palmeiras após a lesão de Gabriel tiveram Arouca em campo: Flamengo (4 a 2), Cruzeiro (2 a 1), Flu (4 a 1), Grêmio (3 a 2) e Inter (3 a 2), além de empates com Corinthians (3 a 3) e novamente Inter (1 a 1). Com Arouca, foram dois jogos ruins na série: derrotas por 2 a 1 para Cruzeiro e Coritiba. Nos 5 a 1 para a Chape, Arouca saiu lesionado no primeiro tempo (estava 2 a 0) e a dupla passou a ser Amaral e Andrei.



QUEM SAI? ANDREI...



Atlético-MG - Depois de jogar 90 minutos na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, pelas oitavas da Copa do Brasil, Girotto fez dupla com Amaral até os 12 minutos do segundo tempo. Gabriel Jesus entrou. Galo venceu por 2 a 1.



Internacional - Fez dupla com Thiago Santos até os 17 do segundo tempo. Allione entrou em seu lugar, mas não evitou a derrota: 1 a 0.



São Paulo - Fez dupla com Thiago Santos e saiu no intervalo. João Pedro entrou em seu lugar e Lucas virou volante. Empate em 1 a 1.



Ponte Preta - Começou ao lado de Thiago Santos e saiu aos 35 minutos do primeiro tempo. Jesus entrou e o time perdeu por 1 a 0.



Avaí - Fez dupla com Thiago Santos, levou amarelo e saiu no intervalo. Amaral entrou. Reservas venceram por 3 a 1.



Fluminense - Dupla com Amaral. Egídio o substituiu no intervalo da derrota por 2 a 1.






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