Se não tomar gol, Palmeiras se classifica com vitória por 1 a 0 na próxima quarta-feira (Foto: Marcos Ribolli)
Se o desempenho do ataque palmeirense deu certa segurança ao time no primeiro confronto com o Fluminense, na semana passada, o retrospecto do sistema defensivo do Verdão causa preocupação para o jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, na arena.
Nas últimas 20 partidas da temporada, a equipe de Marcelo Oliveira não foi vazada apenas uma vez - o Verdão passou em branco defensivamente foi na vitória por 2 a 0 sobre o Figueirense, no dia 12 de setembro. De lá para cá, foram 34 gols sofridos contra 36 marcados no período.
Com a derrota por 2 a 1 no Rio de Janeiro, na semana passada, o Palmeiras entra em campo nesta quarta-feira precisando da vitória. Um triunfo por 1 a 0 garante o Verdão na decisão da Copa do Brasil, mas, caso a equipe carioca marque na arena, os donos da casa precisarão de um resultado positivo por pelo menos dois gols de diferença.
– Não queríamos tomar tantos gols. Isso dificulta muito. Ao mesmo tempo é um jogo decisivo, mata-mata. Estamos na nossa casa, vamos nos impor o máximo possível. Tomando gol ou não, o que mais queremos é passar para a final. Vamos nos preocupar mais em passar de fase – disse o lateral-direito Lucas.
– É claro que não tomando gol é melhor ainda. Mas se tomar, fizer três e passar, é o que esperamos. Nesse momento, a cabeça de todos nós é vencer e passar de fase, independentemente de qualquer situação dentro de campo – completou.
Na última quarta-feira, os palmeirenses foram ao Maracanã com o retrospecto positivo de terem marcado em todos os jogos como visitante na competição mata-mata. E o gol de Zé Roberto aos 15 minutos do segundo tempo, além de manter a escrita, recolocou o Verdão na disputa e diminuindo a vantagem do Fluminense. Mas o desempenho defensivo merece atenção.
– Não vínhamos fazendo uma partida ruim, mas quando tomamos o gol na bola parada mudou a estratégia de jogo e o emocional foi abalado. Conseguimos ajustar, tivemos um gol com o Zé, depois outro mal anulado com o Amaral. O 2 a 0 seria difícil pra caramba de reverter. Mas fizemos um gol, que nos colocou de novo na competição – disse Lucas.
Como mandante em 2015, o Palmeiras marcou 61 vezes e sofreu 28 gols, com média de 1,91 gols marcados e 0,88 gols sofridos. No total, são 108 gols pró e 68 gols contra, em 63 partidas na temporada.
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