10/1/2017 10:52

Parceira do Palmeiras deseja ampliar acordo, mas sem se vincular a reforços

Recentemente, empresária brincou segurando um prato (Foto: Reprodução/Twitter/Bob Lira)

O impasse político a respeito da matrícula de Leila Pereira no quadro de associados do Palmeiras não deve impedir a renovação de contrato de patrocínio de suas empresas com o clube. Mais do que isso: a ideia da empresária é ampliar o acordo e oferecer cerca de R$ 90 milhões, mas sem se vincular a reforços.

Atualmente, Crefisa e Faculdade das Américas (FAM), empresas que ela administra em sociedade com o marido, José Roberto Lamacchia, rendem R$ 78 milhões fixos, sem contar montantes investidos paralelamente, como parte da reforma do centro de excelência e da sala de imprensa da Academia de Futebol.

Parcela dessa quantia, especificamente R$ 1 milhão mensal, refere-se a pagamentos pelo atacante Lucas Barrios. A parceira também já se envolveu nas contratações do zagueiro Vitor Hugo e do volante Thiago Santos. Se renovar o contrato, porém, a ideia é não mais se atrelar a reforços. Ao menos não diretamente.

Recentemente, a diretoria do Palmeiras admitiu publicamente que o investimento em grandes estrelas dependeria da extensão da parceria. Leila Pereira mesmo deu entrevistas elogiando Lucas Pratto, atacante argentino do Atlético-MG, e prometendo fazer de tudo para levar o time ao Mundial de Clubes. O comportamento tende a ser outro agora.

Tendência é que patrocinadora exalte o aumento nos valores, até para promover sua candidatura, mas sem se comprometer com o que o Palmeiras fará com eles

Embora tenha interesse em promover sua candidatura (que vai depender de avaliação do presidente Maurício Galiotte), a empresária não quer associar seu nome ou o patrocínio a atletas. Por dois motivos: receio com possíveis interpretações sobre a proibição da Fifa quanto à participação de terceiros em contratações, além do risco de o desempenho dos reforços não agradar à torcida, como chegou a ocorrer com Barrios. A ideia é exaltar o novo valor sem se comprometer com o que ele será feito com ele.

O patrocínio se encerra em 21 de janeiro, mas o contrato dá à empresa mais 30 dias de prioridade para renovação. Já a eleição para novos conselheiros deve ocorrer em 11 de fevereiro. Para concorrer, Leila Pereira precisará ter sua matrícula legitimada.

Em dezembro, o então presidente Paulo Nobre invalidou seu registro retroativo, que data de 1996. Seu outro título, de sócia-remida, teria menos de oito anos, período mínimo para participar do pleito.

33696 visitas - Fonte: Globo Esporte

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