19/5/2017 17:18

Vítima paga mais do que o agressor na ‘Nova Conmebol’

Felipe Melo e Prass, ao fim do jogo no Uruguai (foto: Cesar Greco)

Vítima em brigas no campo e na arquibancada, o Palmeiras e seus torcedores tiveram uma punição, na prática, maior do que o Peñarol (URU), causador da vergonhosa batalha no estádio Campeón del Siglo, em 26 de abril, pela fase de grupos da Copa Libertadores. A Conmebol deixou claro que considera o volante Felipe Melo o grande vilão do ocorrido e passou a mensagem de que o crime compensa. É um pouco difícil brigar com imagens, mas a tal “Nova Conmebol” brigou. As ignorou.

O resultado da ridícula decisão dos engravatados: o Peñarol, já eliminado, terá um irrisório prejuízo financeiro por toda a baderna causada em seu estádio. Jogará com portões fechados contra o Jorge Wilstermann (BOL) no encerramento da fase, ficando sem renda, e pagará uma multa de quase R$ 500 mil. Nahitán Nández, Matías Mier e Lucas Hernández, com cinco jogos de gancho cada, cumprirão as suspensões sabe-se lá quando, se é que estarão no clube quando este disputar outro torneio sul-americano. Por outro lado, o Palmeiras ficará sem sua torcida como visitante até uma eventual semifinal, mesma fase em que poderá voltar a escalar Melo, um de seus principais jogadores. A vítima terá mais danos do que o agressor na Libertadores. Nada educativa a mensagem da “reciclada” Conmebol.

Melo, suspenso por seis jogos, não é santinho e errou, sim, ao dizer que daria “tapa na cara de uruguaio” em sua apresentação ao Palmeiras, em janeiro. Não foi inteligente e causou barulho, mesmo sendo claro que o atleta falou de forma genérica e usou apenas um discurso errado na tentativa de prometer raça. Mas não dá para brigar com imagem e é de um exagero sem tamanho colocar tudo o que aconteceu em campo na conta de uma frase polêmica dita três meses antes. Felipe Melo foi o último a partir para a agressão na briga de Montevidéu. Antes dele, no último lance do jogo, Villalba, que nem julgado foi, acerta um soco, por trás, no rosto do palmeirense Willian. Nández e Hernández cercam Fernando Prass com socos e pontapés. Mier, com companheiros, cerca Melo e agarra o pescoço do palmeirense, que corre quase o campo todo para trás até acertar o forte soco no uruguaio. Felipe merecia uma punição, mas esta deveria ter sido ao menos igual às dos demais agressores. Jamais maior.

O mais absurdo da história, no entanto, está na punição ao Peñarol, se é que dá para chamar de punição. O relatório oficial do jogo cita falta de efetivo de segurança adequado na arquibancada – foram solicitados 60 homens na divisória e o clube mandante colocou apenas 16. Três bombas foram arremessadas da torcida uruguaia em direção à torcida brasileira. Seguranças contratados do Peñarol foram vistos atirando latas de lixo contra os palmeirenses. De acordo com um documento oficial, não havia segurança necessária no estádio, que felizmente não foi palco de uma grande tragédia. Some a isso imagens que mostram uruguaios imitando macacos. Racismo, bombas e falta de segurança, na visão da Conmebol, devem ser combatidos com um jogo com portões fechados e mais uma multa. O rigor que sobrou para Felipe Melo, faltou para o Peñarol. Decisão suspeita e nada transparente. E assim segue a Copa Libertadores com seu renovado Tribunal Disciplinar…

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