12/10/2017 23:48

No Pacaembu, Verdão sai na frente mas cede empate para Bahia nos minutos finais

O Palmeiras recebeu o Bahia no Pacaembu pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro e empatou por 2 a 2, após ter ficado por duas vezes à frente do contador. Os gols palmeirenses foram marcados por Willian e Bruno Henrique. Com o resultado, o Alviverde chegou aos 45 pontos e encerra sua participação na rodada na quinta colocação da tabela.


Autor do primeiro gol palestrino, Willian ampliou sua vantagem na artilharia do time na temporada: agora soma 16 bolas na rede, sendo o seu 6º gol apenas no Brasileirão – os outros dez foram pelo Paulistão (cinco), Copa do Brasil (um) e Conmebol Libertadores Bridgestone (quatro).

Apesar de ter cedido empate nos minutos finais do duelo, o Palmeiras mantém a sina de não perder no Pacaembu. Com este resultado, o time emplacou uma série invicta de sete jogos. Desde o seu último revés no estádio, sofrido para o Red Bull Brasil, no Paulistão de 2016, o Verdão venceu o Rio Claro (por 3 a 0, no Campeonato Paulista de 2016), o Corinthians (por 1 a 0, no Campeonato Paulista de 2016), o Grêmio (por 4 a 3, no Campeonato Brasileiro de 2016), o Novorizontino (por 3 a 0, no Campeonato Paulista de 2017), novamente o Grêmio (por 1 a 0, no Campeonato Brasileiro de 2017), o Coritiba (por 1 a 0, no Campeonato Brasileiro de 2017) e agora empatou com o Bahia (2 a 2, no Campeonato Brasileiro de 2017).

Apenas em 2017, o Verdão precisou mandar seus jogos por quatro vezes no Pacaembu e não perdeu em nenhuma delas: nas quartas de final do Paulistão, contra o Novorizontino (3 a 0 e classificação), além de mais três jogos pelo Brasileirão: pela 11ª rodada, contra o Grêmio (1 a 0), pela 24ª rodada, contra o Coritiba (1 a 0) e agora pela 27ª rodada, contra o Bahia (2 a 2). Além disso, o retrospecto geral do Palmeiras ao longo da história no estádio é amplamente favorável. Ao todo, o Pacaembu registra um total de 1117 atuações do Verdão, com 567 vitórias, 301 empates e 249 derrotas (2039 gols marcados e 1310 sofridos).

Outro fato histórico curioso que o jogo desta quinta-feira trouxe foi a marca alcançada pelo goleiro Fernando Prass. No Verdão desde 2012, tendo estrado em 2013, o arqueiro palestrino não para de acumular feitos históricos: dessa vez, chegou ao jogo de número 246 pelo Palmeiras, igualando o ídolo Evair. Desta forma, ao lado do Matador, Prass passou a integrar o Top 50 de jogadores que mais vestiram a camisa do clube em todos os tempos! Recentemente, o gaúcho já havia atingido outras marcas interessantes, como a de ter se tornado o segundo goleiro com mais atuações pelo Verdão em Campeonatos Brasileiros neste século – neste quesito, o camisa 1 do Verdão figura atrás apenas de São Marcos, que possui 168 atuações.

O técnico Cuca é outro personagem que também impressiona com seus números. Após ter igualado o ex-treinador Dudu (anos 70, 80 e 90) em número de jogos pelo Brasileirão em todos os tempos, o atual comandante se isolou no Top 5 de técnicos que mais dirigiram o Palmeiras na competição nacional, com 63 partidas, e agora só está atrás de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, líder do ranking com 166 jogos, que vem seguido por Vanderlei Luxemburgo (132), Oswaldo Brandão (111) e Rubens Minelli (65).

O Palmeiras volta a campo no próximo domingo (15), às 17h, para enfrentar o Atlético-GO, no Olímpico, em Goiânia (GO). Em seguida, o Verdão encara a Ponte Preta como mandante em partida que será realizada no Pacaembu, no dia 19 de outubro (quinta-feira), às 20h.

O jogo

As novidades desta partida diante do Bahia, no Pacaembu, em relação ao jogo anterior, foram os retornos de Edu Dracena e Egídio, que cumpriram suspensão na última rodada, além da volta de Tchê Tchê na lateral direita. Outro fato que também chamou a atenção foi o retorno de Felipe Melo dentre os relacionados – o meio-campista até chegou a entrar ao longo da segunda etapa.

Em ritmo acelerado, o Palmeiras abriu o marcador com gol-relâmpago de Willain, após receber passe açucarado de Moisés, em jogada que começou com bola roubada de Dudu antes de passar pelos pés de Bruno Henrique e Deyverson. (Palmeiras 1x0 Bahia)

Após o gol, o Verdão se impôs dentro de casa e passou a dominar a partida sem grades preocupações, trabalhando a posse de bola com o meio de campo – formado por Bruno Henrique, Thiago Santos e Moisés – articulando jogadas, ligando o ataque, que contava com Dudu, Deyverson e Willian.

Uma das marcas do Verdão no primeiro tempo foi a defesa eficiente: a dupla de zaga formada por Edu Dracena e Juninho deu conta do recado, e contou com o apoio de Egídio, pela esquerda, e Tchê Tchê, pela direita.

Apenas dois momentos preocuparam os mais de 25 mil torcedores presentes no Pacaembu. Aos 18 minutos, quando Mendonza finalizou contra a meta palmeirense, e aos 21, uma bomba do meia Vinícios. Requisitado, Fernando Prass se mostrou esperto no lance e fez grandes defesas, impedindo que o adversário vazasse o Verdão.

Quando o relógio marcava 30 minutos de jogo, o ritmo da partida, que havia começado com tanta intensidade, tornou-se moderado, e o Verdão passou a administrar o placar. Com tranquilidade e criando jogadas promissoras, o Verdão chegou ao segundo gol, aos 38 minutos, com Bruno Henrique: o camisa 19 do Alviverde aproveitou uma bola sobrada e, frente a frente com o goleiro rival, não desperdiçou. (Palmeiras 2x0 Bahia)

Quando tudo parecia excelente, porém, o Palmeiras foi surpreendido. Prestes a ir para o vestiário com uma vantagem de dois gols, o Bahia conseguiu diminuir no derradeiro minuto de acréscimo, com Edigar Junio, que, sozinho, se aproveitou de um momento de vulnerabilidade do time da casa para marcar. (Palmeiras 2x1 Bahia)

Para o segundo tempo, o Palmeiras voltou sem alterações e encarou um segundo tempo bastante disputado contra a equipe visitante. Então o equilíbrio passou a tomar conta do Pacaembu. O Verdão do técnico Cuca até criava chances, mas não conseguia êxito nas finalizações. Além disso, o time alviverde foi pressionado em alguns momentos, mas contou com a garra de Fernando Prass para neutralizar o adversário: o goleiro palmeirense foi fundamental em pelo menos dois ataques adversários.

Ao longo da segunda etapa, Cuca fez mudanças: deu chance a Borja, que entrou no lugar de Deyverson ainda aos 12 minutos. Felipe Melo, que não atuava desde julho, no empate por 1 a 1 contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil, no Mineirão, também teve a sua chance, e substituiu Bruno Henrique aos 28. O atacante Róger Guedes também foi uma das opções utilizadas pelo comandante alviverde. Ele entrou aos 40 minutos.

Com todas as alterações já realizadas, o Palmeiras encaminhava a vitória e parecia assegurar os três pontos, quando, aos 43, o árbitro paranaense Rafael Traci viu pênalti de Róger Guedes em cima de Mendonza. Para a cobrança, partiu Edigar Junio, que já havia feito um gol no Palmeiras: apesar de Fernando Prass ter ido muito bem na bola, o meia do Bahia consumou o seu segundo tento e ajudou o time visitante a somar ponto fora de casa nesta 27ª rodada. (Palmeiras 2x2 Bahia)

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Essa é a hora de ver no mercado da bola um novo técnico para o Palmeiras. Cuca tá deixando a desejar.

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