13/11/2017 18:55

Deyverson admite choro e repudia pedradas em ônibus do Palmeiras

(Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Deyverson iniciou o domingo triste sendo um dos alvos da lista de dispensas da maior torcida organizada do Palmeiras, em protesto na Academia de Futebol antes da partida contra o Flamengo. No confronto, o atacante se redimiu e marcou os dois gols da vitória alviverde, mas o feito não veio antes do choro do camisa 16, que falou sobre o ocorrido em entrevista coletiva nesta segunda-feira.


“Se disser que não fiquei triste, vou estar mentindo. Até chorei, todo homem tem seu lado frágil. Vi cobranças muito fortes, que me chatearam. O torcedor tem o seu direito de cobrar, falar o que quiser, não entro em polêmica, mas somos de carne e osso, temos família”, disse o atleta.

Apesar de entender as críticas da torcida, Deyverson comentou com firmeza os protestos realizados no domingo. De acordo com o atleta, um torcedor arremessou uma pedra contra a van que levava profissionais do clube, fazendo com que estilhaços acertassem a nutricionista Alessandra Favano. Além disso, o ônibus que transportava os atletas também foi alvo de pedregulhos, fazendo com que uma janela estilhaçasse sobre Keno e Jaílson.

“É normal a cobrança da torcida, o que não pode é passar dos limites. Ontem teve uma cena que chateou a todos. Uma pedra bateu no vidro e o estilhaço pegou na nutricionista, no Keno e no Jailson. Temos família, alguns tem filhos. A cobrança da torcida é normal, todo clube passa por isso, o que não admito é agressão. Podem xingar, exigir minha saída, respeito tudo isso, mas não toca a mão em mim. Não gostariam que eu fizesse isso com o filho dele, e nem meu pai gostaria que acontecesse comigo. Respeito é a melhor coisa. Estamos aqui para ouvir elogios e críticas, faz parte, mas sem passar dos limites”, disse o jogador, que celebrou ainda mais os tentos anotados neste domingo.

“Ontem foi um jogo com gostinho mais saboroso. Meus companheiros sempre me deram total confiança. Fico feliz por ter apoio do Zé Roberto, do Felipe Melo, do Michel Bastos, do Bruno Henrique… Minha família estava no estádio e isso foi ainda mais especial”, completou.

Nesta segunda-feira, o presidente do clube Maurício Galiotte assinou um comunicado oficial, divulgado no site do Palmeiras, informando que foi feito um Boletim de Ocorrência para que seja instaurado um inquérito sobre os protestos. O Verdão volta a atuar no Palestra Itália nesta quinta-feira, às 20h (de Brasília), em duelo contra o Sport, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

546 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva

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violência não tem justificativa, podem cobrar de qualquer maneira, menos com agressão

Alan Gois     

também temos família e muitas vezes deixamos em casa para acompanhar o jogo do Verdão, o que queremos e seriedade, não dá para comparar o dia á dia de um jogador que ganha muito, tem status com um trabalhador de salário mínimo, por favor honrar essa camisa, esse Ano era para sermos bi campeões Brasileiros.

Jorge Vicentini     

se é chorão. não tem saco pra jogar no palmeiras.

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