Em 87, gandula quebrou amuleto do Palmeiras e se jogou no fosso de estádio. 'Ninguém botou fé!'

20/1/2018 13:42

Em 87, gandula quebrou amuleto do Palmeiras e se jogou no fosso de estádio. 'Ninguém botou fé!'

Há mais de 30 anos, estádio Santa Cruz, que receberá neste domingo um novo duelo entre Verdão e Bota-SP, foi palco de cena inusitada. O protagonista dela, recorda os detalhes

Em 87, gandula quebrou amuleto do Palmeiras e se jogou no fosso de estádio. 'Ninguém botou fé!'

José Carlos da Silva, ex-gandula, reconstitui o episódio do 'roubo' do porco de porcelana( FOTO: Igor Ramos)



Lá se vão 30 anos de um dos jogos mais tumultuados da história do confronto entre Botafogo-SP e Palmeiras, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto (as equipes se enfrentam neste domingo, pela segunda rodada do Paulistão). Um duelo pelo segundo turno do Campeonato Paulista de 1987 que ficou marcado para sempre por confusões ocorridas antes, durante e depois da partida.







Teve de tudo! Chuva de pedras a cada cobrança de escanteio de lado a lado, obrigando o árbitro Ilton José da Costa a paralisar o jogo duas vezes. Após o empate por 1 a 1, a delegação palmeirense precisou ser protegida no vestiário e, mesmo assim, ainda teve que enfrentar a fúria de torcedores botafoguenses no caminho até o ônibus.



Toda a confusão daquela tarde teve seu estopim na entrada do Palmeiras no gramado do Santa Cruz, com um ritual alviverde que vinha se repetindo no Paulistão não foi “bem aceito” em Ribeirão.



Em 1987, meses após adotar definitivamente seu novo mascote, o Palmeiras passou a entrar em campo com um porco de porcelana e alguns atletas, especialmente o meia Edu Manga, cumpriam um ritual, percorrendo o campo entre uma trave e outra carregando nos braços o amuleto da sorte com alguns adereços.



A mandinga vinha dando certo e o time colecionando bons resultados. Não demorou para que o recém-adotado mascote ganhasse um status de talismã. O que ninguém previa é que o tal ritual desencadeasse uma grande confusão no Santa Cruz. Sabendo que o Palmeiras repetiria o gesto antes da partida em Ribeirão, um dos gandulas contratados pelo Botafogo premeditou um ataque ao porquinho. E não deu outra. O mascote de porcelana foi espatifado.



- Eu via aquilo tudo pela TV e não me conformava com aqueles caras deitando e rolando em todos os estádios. Pensei: Quando forem a Ribeirão eu acabo com essa graça! Ninguém botou fé, até que aconteceu tudo aquilo - relembra José Carlos da Silva, que hoje tem 59 anos e trabalha como lavador de carros em um posto de combustível.



E não deu outra! Na entrada em campo, após levar o porco até o gol próximo da sua torcida, Edu Manga caminhava em direção Pa meta contrária, que seria defendida pelo goleiro Gasperin. Ao ver o meia do Palmeiras e um torcedor de uma das organizadas entrando na área botafoguense, o gandula invadiu o gramado e se jogou em cima de Edu, arrancando-lhe da mãos o amuleto e partindo em disparada até o túnel.



- Quando olhei para trás, quase o time inteiro deles estava correndo para me pegar. Mas eu era liso e sai em disparada sem saber o que fazer. Decidi então largar aquele bicho e jogar com força no chão e só pensei em fugir deles - conta, em meio a risos.



Nas arquibancadas, os mais de 20 mil torcedores assistiam atônitos àquela cena pastelão e, a cada pique do gandula, gritavam como se fosse gol. Enquanto os palmeirenses gritavam “pega, pega, pega”. Em vão. O gandula correu por mais de 100 metros e, ao se ver acuado, não titubeou diante do fosso de quase quatro metros de profundidade que separa o gramado da arqibancada.



- Na hora, não pensei duas vezes. Vou me jogar e seja o que Deus quiser. Alguém vai me dar a mão - conta, orgulhoso.



- O que não faltou foi gente para me puxar. Aí foi só cair nos braços da galera. Até hoje quando vou no campo o pessoal ainda lembra dessa história. Meus filhos dizem que sou louco. Mas passei alguns perrengues também depois disso - lembra.



Um deles foi ter que se esconder por alguns meses e evitar confronto com palmeirenses.



- Eu era gandula, maqueiro, segurança. Era tudo. E também torcedor que viajava para ver o Botafogo. Em São Paulo, quase um ano depois, ainda tive que me disfarçar pois um grupo de palmeirense queria me pegar na saída em um jogo no Morumbi - relembra ele, que completa:



- Eu era terrível. Quando me davam a maca eu combinava com o colega que, se um jogador do outro time simulasse contusão para sair carregado, ia pro chão mesmo. Contava até três e virava”, recorda José Carlos. “Naquele tempo o futebol dava espaço para uns maldades. Tinha até diretor que incentivava. Hoje está mais chato em tudo. Eu só não evitei gol, mas porque não tive chance.



O porco despedaçado acabou sendo reconstruído e utilizado até a semifinal do Paulistão, quando o Palmeiras foi eliminado pelo São Paulo.



- Acho que depois daquele dia passou a dar azar para eles - brinca.



Décadas depois, o xodó do Palmeiras não é de porcelana. Mais moderno, assim como o futebol, ele sobrevoa a Arena alviverde nos intervalos das partidas.



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6180 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva

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Pela barriga ele engoliu a bola do jogo e nunca mais cagou.

Pela barriga ele engoliu a bola do jogo e nunca mais casou.

Vai lavar carro

cara babaca

kkkkkkk sou Palmeirense e não me lembro disso mas só de imaginar esse cara correndo com o porco na mãoe o time inteiro do Palmeiras atrás kkk, hj em dia acho que a gente não consegue mais ver esses folclores .

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