16/10/2018 11:07

Na final do Brasileiro, técnico do time sub-20 do Palmeiras vê Felipão como espelho

Em momentos de transição no comando técnico, Wesley Carvalho foi chamado para assumir o Palmeiras. Depois de ser auxiliar de Alberto Valentim na reta final do Campeonato Brasileiro de 2017, coube a ele fazer a passagem entre Roger Machado e Felipão com uma importante vitória por 3 a 0 sobre o Paraná, na arena palmeirense, no fim de julho.


De volta ao time sub-20, Wesley Carvalho agora se prepara para disputar outro título nacional. Finalista do Brasileirão da categoria, o técnico abre disputa contra o Vitória na próxima quinta-feira, em Salvador, por um título inédito na história alviverde.

– Estamos colhendo frutos de um trabalho de um ano e três meses. As coisas foram acontecendo até mais rápido do que imaginávamos. Conseguimos chegar na final do Paulista logo na nossa chegada e fomos campeões. Depois a Copa do Brasil, que chegamos na semifinal. Agora mais uma vez premiados na final do Brasileiro Sub-20 – disse o treinador, que também tenta o bicampeonato estadual em 2018.

Seja no profissional ou na base, Wesley Carvalho se acostumou a conquistar títulos nos últimos anos. Em 2017, quando ainda dirigia o Vitória, foi ele o responsável pela conquista do título do Campeonato Baiano.

Quando se imaginava uma possível sequência na carreira profissional, o treinador optou por aceitar o desafio de dirigir o sub-20 do Palmeiras.

– O João Paulo (Sampaio, coordenador da base do Verdão) tinha me convidado, juntamente com o Cícero (Souza, gerente de futebol) e com o Alexandre (Mattos, diretor de futebol). Entendi como uma grande oportunidade de crescimento. Não que o Vitória não seja tão grande ou importante na minha vida. Foram 18 anos, muitas coisas das quais eu tenho conhecimento foi o Vitória que me oportunizou. Mas quando você tem o convite de um clube da grandeza do Palmeiras você vê como upgrade na carreira em termos de aprender mais e começar a aparecer para o mercado fora da Bahia – contou.


A integração entre o departamento de futebol profissional do Verdão com a base é uma realidade há alguns anos. Virou rotina ver atletas das categorias inferiores participando de treinamentos e sendo observados pela comissão técnica de Scolari.

O trabalho com Felipão e com os auxiliares Paulo Turra e Carlos Pracidelli é motivo de elogios e de inspiração para Wesley Carvalho.

– O Felipe é uma pessoa muito carismática, é um espelho muito grande para todos os treinadores da nova geração. É um cara vencedor. O que você pode falar de um pentacampeão do mundo. Ele tem muito a nos ensinar. A nossa relação é muito boa, com os auxiliares também. Eles vêm assistir nossos jogos, o caminho desse entrosamento está muito bom – elogiou.

Dono da melhor campanha do Brasileirão Sub-20, o Palmeiras enfrenta o Vitória no Barradão nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília). Uma semana depois, nodia 25, a volta será na arena do Verdão, às 19h15. Mesmo depois de ter conseguido duas vitórias contra os baianos na fase de grupos, Wesley Carvalho prega respeito para a decisão.

– (Palmeiras favorito?) Teórico, talvez. Para a imprensa, para torcedor, mas, para nós, não quero deixar que isso aconteça. Foram dois jogos na fase classificatória. É diferente, porque existe um fator emocional, mas sem o peso de uma final, a motivação de jogar um campeonato. Acho que serão completamente diferentes dos outros dois. As duas equipes se conhecem, os treinadores. Às vezes não dá para jogar muito bonito, tem de ganhar. Quem for mais competente, principalmente no controle emocional, terá um grande êxito – avaliou o treinador.



Confira outros trechos da entrevista de Wesley Carvalho:

Jogo contra o Paraná, no Brasileirão
– É o reconhecimento, vê que o trabalho aqui é muito sério com todos profissionais envolvidos no alinhamento com a base. Assumir o profissional sabendo que está chegando o Luiz Felipe foi uma experiência boa. Já tinha vivido a experiência de auxiliar com o (Alberto) Valentim em nove jogos do Brasileiro do ano passado. Não tive muita dificuldade porque eu já conhecia a maioria dos atletas que estavam ali, já tinha uma relação de trabalho no dia a dia. Aproveitei ao máximo e deu tudo certo.

Revelar ou ganhar títulos na base?
– Quando você acaba revelando consegue obter resultados, conquistar títulos e revelar atletas para o profissional. Um é fruto do outro, não vejo como coisas separadas. As coisas estão interligadas. Nós estamos chegando às finais dos campeonatos nacionais e jogando em alto nível. Temos quatro jogadores na Seleção sub-20, cinco jogadores treinando com o profissional. Tudo é consequência de um bom trabalho. Vai acontecer de eles jogarem no profissional e serem revelações no momento certo. Não precisa de pressa.

Estilo de jogo semelhante ao do profissional?
– O que faz mais diferença são os conceitos e os princípios. O jogador quando está no júnior ou no profissional precisa estar adaptado para jogar em todos os modelos de jogo. Ou 4-4-2, ou 3-5-2, ou com duas linhas de quatro defendendo, marcar em zona... Ele precisa estar preparado com esses conceitos para quando ele for para o profissional isso se tornar um facilitador para ele jogar. O comportamental é mais importante, ter a vibração de jogar por um clube como o Palmeiras, subir com esses princípios inseridos no comportamento e não apenas teórico. Essa é a maior preocupação na última etapa antes do profissional.

Futuro do Palmeiras na base
– É uma geração muito boa. A torcida vai ficar feliz quando eles começarem a jogar no profissional. Eles têm uma amostra com o que aconteceu no sub-17, que foi campeão mundial, o sub-20 ano passado no Paulista. A torcida vai ficar feliz com os frutos que que terá.

Etapas antes do profissional
– Temos no sub-20 apenas três jogadores no último ano (Anderson, Yan e Matheus Rocha). Isso faz com que esses jogadores ganhem mais experiência. Não adianta ter um jogador no último ano de júnior se para ele isso aqui já está dominado. Ele precisa ter outro desafio, como jogar uma segunda divisão para ganhar experiência no Brasileiro, vivenciar um time profissional. Temos de trazer o jogador mais novo para passar por isso.

Carreira como treinador no profissional
– É algo que eu não tenho pressa, não tenho ansiedade para que possa acontecer. Tinha acabado de ser campeão baiano com o Vitória e dei dez passos para trás. Perguntaram se eu era louco, que eu tinha acabado de ser campeão no profissional e tinha pedido demissão para jogar no sub-20. O que eu mais precisava era vivenciar o momento de estar trabalhando na beira do campo, ter o stress de um treinador, de aparecer, e nada melhor do que o Palmeiras. Tenho de aprender muitas coisas. É nunca achar que sei tudo, vai acontecer no seu momento certo. Estive duas vezes no profissional aqui e foi bem desenvolvido o trabalho. O dia que tiver de acontecer será naturalmente. Não posso estar acomodado de estar bem no sub-20, o que move o ser humano é buscar por conhecimentos novos.


Palmeiras, verdão, Campeonato Brasileiro

1464 visitas - Fonte: Globo Esporte

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