João Carlos Mansur, membro do Palmeiras, formalizou sua licença de 90 dias dos cargos que ocupa no Conselho Deliberativo e no Conselho de Orientação e Fiscalização (COF). Esse afastamento ocorre em meio a uma investigação que envolve a Reag Investimentos, empresa que Mansur cofundou e que atualmente enfrenta scrutinização pelo Ministério Público de São Paulo relacionadas à Operação Carbono Oculto.
A Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2025, busca desmantelar um suposto esquema de fraudes bilionárias no setor de combustíveis. Além disso, a Reag também foi impactada pela Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades financeiras ligadas ao Banco Master e à atuação de gestores da instituição.
As investigações revelam que a Reag Investimentos teria atuado na estruturação e na administração de fundos com movimentações suspeitas. Com isso, Mansur se encontra como um dos investigados, dado seu histórico como fundador e ex-CEO da companhia em questão.
Nos bastidores do Palmeiras, a discussão sobre a licença de Mansur já ocorria há algum tempo e foi objeto de comunicação formal ao presidente do Conselho Deliberativo, Alcyr Ramos. O afastamento foi oficializado por meio de um e-mail dirigido ao órgão competente.
É importante destacar que Mansur enfatizou que as investigações possuem caráter pessoal e não têm relação com o Palmeiras ou suas operações. Durante o período de sua licença, o Conselho Deliberativo contará com a atuação de um suplente da mesma chapa, sendo Fernando Dedivitis quem assumirá essa função.
No COF, a situação é semelhante, com sete suplentes disponíveis para revezamento a fim de cobrir a vaga deixada por Mansur durante sua ausência. Esse arranjo visa assegurar a continuidade dos trabalhos dos conselhos enquanto se aguarda a resolução das questões relativas à investigação em curso.
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