O Palmeiras de 2026 chega à sua 19ª final estadual com a precisão de um relógio suíço. O treino desta sexta-feira na Academia de Futebol foi o estágio final da organização tática desenhada por Abel Ferreira para neutralizar o Novorizontino. A grande novidade foi a participação ativa de Vitor Roque, que após um susto físico durante a semana, recebeu sinal verde do Núcleo de Saúde e Performance (NSP). A leitura de jogo do treinador português focou em saídas rápidas e compactação defensiva, elementos fundamentais para quem joga pelo empate, mas não quer abdicar da intensidade ofensiva que é marca registrada deste elenco.
A Muralha e o Artilheiro
Dois nomes personificam a confiança palmeirense para o duelo de domingo:
Carlos Miguel: O goleiro, herói do jogo de ida ao pegar um pênalti que poderia ter mudado a história da final, destacou a importância da recuperação física. Para ele, a "pressão de Novo Horizonte" será o teste definitivo para a solidez defensiva do grupo.
Flaco López: O argentino, autor do gol em Barueri, chega à decisão com o status de carrasco. Sua fase artilheira obriga o Novorizontino a manter uma vigilância dobrada, abrindo espaços para as infiltrações de Vitor Roque e Raphael Veiga.
Logística: A delegação optou por se hospedar em Catanduva, visando um ambiente mais reservado e focado na concentração total, evitando o burburinho da torcida adversária na cidade vizinha.
O Peso da Camisa na 19ª Final
O Palmeiras entra em campo carregando um histórico de respeito, mas atento aos detalhes:
Gestão do Elenco: Abel Ferreira utilizou a última sessão para testar variações em espaços reduzidos, preparando o time para enfrentar um gramado que pode exigir mais força física do que técnica.
Evolução Coletiva: Mais do que o título, a final é vista como o selo de aprovação para as novas contratações que se integraram ao grupo nesta temporada, consolidando o Palmeiras como a maior potência do estado.
Vantagem Estratégica: O regulamento permite ao Verdão jogar com o regulamento debaixo do braço. No entanto, a postura treinada foi de um time que buscará o gol para matar o confronto e evitar sofrimentos desnecessários nos minutos finais.
O Palmeiras encerra a sexta-feira com a sensação de missão preparada. As dez taças já conquistadas na história do torneio servem de inspiração, mas é o suor de Vitor Roque e a envergadura de Carlos Miguel que ditarão o ritmo no domingo. Se a organização tática de Abel Ferreira for aplicada com a perfeição dos treinos, o torcedor alviverde poderá celebrar não apenas mais um título, mas a confirmação de que este time sabe, como poucos, dominar o cenário paulista sob qualquer pressão.
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