O "fenômeno" Endrick continua sendo o presente que não para de render frutos à Academia de Futebol. Mesmo brilhando nos gramados franceses pelo Lyon, o atacante de 19 anos ativou mais um gatilho financeiro em seu contrato de venda ao Real Madrid. Na tarde desta quinta-feira (26), a diretoria do Palmeiras confirmou que a convocação do atleta por Carlo Ancelotti para a Data Fifa de março desbloqueou um bônus de aproximadamente R$ 485 mil. O valor faz parte do pacote de variáveis estipulado na negociação de 2022 e deve cair nos cofres alviverdes ainda neste semestre, reforçando o caixa para a janela de transferências de julho.
A engenharia financeira por trás da venda de Endrick é uma das mais lucrativas da história do futebol brasileiro. Até o momento, o Palmeiras já abocanhou R$ 173,2 milhões apenas em 2024, somando-se aos 35 milhões de euros fixos da transferência original. O acordo prevê que o Verdão receba 70% de cada bônus alcançado (os outros 30% pertencem ao jogador). Embora o empréstimo ao Lyon tenha pausado gatilhos específicos de gols e títulos pelo Real Madrid, o contrato permanece "vivo" para convocações e premiações individuais de prestígio, como o Golden Boy e o Prêmio Kopa, onde o jovem é um dos favoritos para a edição de 2026.
A estratégia de manter cláusulas de produtividade a longo prazo demonstra a organização administrativa do Palmeiras. Mesmo com o atleta em outra liga, sua performance na Seleção Brasileira mantém o fluxo de receita constante, permitindo que o clube planeje investimentos com uma "renda passiva" vinda da Europa. Para o técnico Abel Ferreira, o sucesso de Endrick no exterior é a melhor vitrine para as novas joias que surgem em Cotia, como Estêvão e PH Neto, garantindo que o ciclo de intensidade técnica e retorno financeiro não se interrompa no Alviverde.
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